Alunos do Colégio Estadual Manoel Novaes assistem filme “Òrun Àiyé” durante a 15ª Semana Nacional de Museus

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Os alunos do Colégio Estadual Manoel Novaes terão a oportunidade de assistir ao filme baiano “Òrun Àiyé: a Criação do Mundo”, que narra a saga de Oxalá em sua grande missão, no Museu Geológico da Bahia (MGB). Seguida de bate-papo com as diretoras, a exibição especial para os estudantes acontecerá na próxima terça-feira (16), às 14h, integrando a programação oficial da 15ª Semana Nacional de Museus.

Premiada nacional e internacionalmente, a animação conta a história da criação da Terra e dos seres humanos a partir da cultura iorubá, constituindo uma importante ferramenta extracurricular em apoio à Lei 10.639, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional e inclui no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática História e Cultura Afro-Brasileira. “Esse material paradidático permitirá às crianças e jovens a ampliação da noção de cultura negra trazida da África para o Brasil, proporcionando uma educação que reconheça e valorize a diversidade, comprometida com as origens do povo brasileiro”, conta Jamile Coelho, que assina a direção do filme ao lado da cineasta Cintia Maria.

Produzida em stop motion, a animação de 12 minutos levou 445 dias para ser finalizada e contou com uma equipe de 45 profissionais. No total, foram necessárias 25 mil fotografias para dar vida aos personagens que protagonizam esta envolvente história e trazem um pouco da rica cultura iorubá com toda a ludicidade da sétima arte. O elenco tem como dubladores Carlinhos Brown (Oxalá), João Miguel (Olodumaré), Jorge Washington (Orunmilá), Fábio Santana (Oduduwa), Fernanda Crescencio (Luna), e Carlos Betão, que dá voz ao Vovô Bira, personagem que homenageia o professor e historiador baiano Ubiratan Castro de Araújo.

Sobre o filme

Produzido pela Estandarte Produções, o curta “Òrun Àiyé: a Criação do Mundo” traz a trajetória de Oxalá para cumprir sua missão junto a outras divindades, em uma envolvente narração de 12 minutos, carregada de simbolismos da cultura afro-brasileira. A animação é inclusiva e, por meio de recursos como audiodescrição, subtitulação e janela de Libras, está disponível também para o público surdo e cego, além de ter legendas em português, inglês, francês, espanhol, yorubá.

— Posted on 11 de maio de 2017 at 14:13

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