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Núcleo Baiano de Animação e Stop Motion promove cursos para fortalecer audiovisual na Bahia

Para democratizar o acesso à formação profissional em diversas áreas do setor audiovisual, o Núcleo Baiano de Animação e Stop Motion (NUBAS) inicia, no próximo mês, dia 4, a primeira etapa do projeto Labcine. A iniciativa, pensada como uma nova possibilidade para transmitir e aprofundar conhecimentos, vai desenvolver pesquisas e ampliar a produção audiovisual na Bahia. O Labcine marca o lançamento do NUBAS, que é o primeiro estúdio-escola de animação da Bahia e será um espaço de debate, reflexão e de intercâmbio entre artistas, agentes culturais e público em geral.

Nesta primeira fase, o projeto vai oferecer cinco cursos: Direção de Arte Cinematográfica, Storyboard, pensando com thumbnail, Construção de Puppets para Stop Motion, Produção Executiva Pensada Fora da Caixa, Animação em Stop Motion coordenados por professores de larga experiência na produção audiovisual e cineastas reconhecidos no mercado brasileiro e internacional. O objetivo é formar profissionais capacitados fora do eixo Rio/São Paulo, descentralizando o conhecimento e fortalecendo as políticas públicas em favor do cinema de animação, tecnologias imersivas e games.

As inscrições dos cursos podem ser feitas através do site do NUBAS na internet, no endereço www.nubas.com.br. Esse projeto é uma realização do Núcleo Baiano de Animação e Stop Motion e Estandarte Produções com co-realização do Sebrae/Ba. Com o apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia – FAPESB vinculada a Secretaria de Tecnologia e Inovação e Governo da Bahia – , através do Edital 008/2016 – SUBVENÇÃO ECONÔMICA/PAPPE INTEGRAÇÃO, lançado em parceria com o Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações – MCTIC, por intermédio da Finep. E apoio institucional do Museu Nacional da Cultura Afro-brasileira  – Muncab.

 

 

 

 

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Novembro Negro tem oficinas de animação em combate ao racismo institucional e exibição de “Òrun Àiyé”

Oficinas de animação em stop motion serão utilizadas como ferramenta de sensibilização para melhoria do atendimento à população negra e afro-religiosa

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As diretoras baianas Jamile Coelho e Cintia Maria realizarão, durante o Novembro Negro, uma série de oficinas no projeto Oficina de Animação em Stop Motion, em parceria com o programa de Turismo Étnico da Secretaria do Turismo da Bahia, através da Fundação Luís Eduardo Magalhães (FLEM). A ação acontecerá nos dias 16, 17, 22, 29 e 30 deste mês, na Bahiatursa e nas secretarias de Promoção da Igualdade Racial, Turismo, Cultura e Política para as Mulheres do Governo do Estado. Em seguida, haverá exibição da animação “Òrun Àiyé: a Criação do Mundo” e debate.

A supervisora de projetos da FLEM, Tâmara Azevedo, explica que a iniciativa faz parte das ações que vêm sendo desenvolvidas pela Secretaria de Turismo como forma de enfrentamento ao racismo institucional. “Essa é uma ação para que a gente possa alcançar diversas secretarias, para que estes servidores estejam sensibilizados no combate ao racismo”, conta. Para ela, a realização das oficinas é importante para que o assunto seja discutido entre os colegas no ambiente de trabalho, mostrando o objetivo do estado de se chegar a uma sociedade mais equilibrada.

As oficinas terão como base temática o respeito ao pertencimento étnico-racial e à religiosidade, assim como ao cumprimento da missão institucional de atender à população baiana com igualdade e respeito, sensibilizando os agentes públicos no combate ao racismo institucional. “Pretendemos utilizar o cinema como ferramenta na sensibilização dos agentes públicos para esse tema, com o objetivo de conseguir melhorias no atendimento à população negra e afro-religiosa”, explica Jamile Coelho.

Com duração de sete horas e composição de quinze alunos por turma, totalizando setenta e cinco multiplicadores atendidos, as oficineiras ensinarão conceitos básicos da modalidade stop motion, com demonstrações práticas das diferentes etapas do processo de animação. A facilitadora Cintia Maria explica que a ideia é envolver os participantes em todo o percurso criativo. “Entre os tópicos abordados na nossa oficina, estão análise e criação de roteiro, realização de story board, edição de imagem e som e animação de objetos”, diz.

Premiadas nacional e internacionalmente, as diretoras baianas têm em sua formação grandes mestres da animação internacional, como Barry Purves, um dos animadores mais famosos da Grã-Bretanha.

Programação

Dia 16/11 (quarta-feira): Secretaria de Promoção da Igualdade Racial – auditório do 2º andar.

Dia 17/11 (quinta-feira): Secretaria de Turismo – auditório do 5º andar.

Dia 22/11 (terça-feira): Secretaria de Cultura – sala de reunião Palácio Rio Branco.

Dia 29/11 (terça-feira): BAHIATURSA – sala de reunião Palácio do Rio Branco.

Dia 30/11 (quarta-feira): Secretaria de Política para as Mulheres – auditório do 5º andar.

Novembro Negro – Durante todo o mês a Sepromi e demais órgãos estaduais realizam e apoiam diversas atividades na capital e no interior, tendo como ponto alto o 20 de novembro, instituído como Dia Nacional da Consciência Negra, em memória ao líder quilombola Zumbi dos Palmares. São seminários, eventos culturais, rodas de diálogo, além de entrega de títulos de terra e certificados para povos e comunidades tradicionais nos territórios de identidade, em cumprimento ao Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa.

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Terreiro baiano recebe oficina gratuita de animação em stop motion

Crianças e jovens tem a oportunidade de criar seus próprios curtas e aprender sobre a técnica

arte-axe-gezubunApós dois meses de realizações de atividades gratuitas em terreiros baianos, a Òrun Àiyé: Oficina de Stop Motion volta a acontecer em Salvador no próximo domingo, 9, no Ilê Axé Gezebun, em Tancredo Neves. A aula, que acontecerá das 14h às 17h, será ministrada pelas cineastas Jamile Coelho e Cíntia Maria, que produziram e dirigiram Òrun Àiyé: a Criação do Mundo, reexibido recentemente da sala Walter da Silveira, em Salvador e premiado no Festival Largo Film Awards, em Genebra, na Suíça.

Voltada para jovens e crianças a atividade pretende, de acordo com Jamile Coelho, casar técnica cinematográfica e vivência religiosa, ligada a ancestralidade. “Nós procuramos repassar para nossos estudantes como o stop motion pode ser útil para eles. Não é fácil como pode parecer, mas é possível e nós acreditamos que todos tenham capacidade para desenvolver e, talvez, se profissionalizarem na área”, contou.
A atividade já passou por sete terreiros sempre buscando desenvolver nos participantes o olhar sensível do stop motion e a autonomia para futuros projetos. Esta iniciativa faz parte da programação do Núcleo Baiano de Animação em Stop Motion (NUBAS) através do edital Arte em Toda Parte III Edição com apoio da Associação Brasileira de Preservação da Cultura Afro-Ameríndia (AFA), da Fundação Gregório de Matos (FGM) e da Prefeitura de Salvador.

Serviço:
O que: Oficina de animação em Stop Motion
Onde: Terreiro Ilê Axé Gezebun – Ed. Rua Manoel Rufino, 20. E – Vila São Lázaro – Tancredo Neves/ Beiru.
Referência: Próximo a entrada de Arenoso
Horário: 14h às 17h Quanto: Gratuito

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Terreiro Vodun Zo recebe oficina de Stop Motion

A casa fechou o ciclo da segunda etapa do projeto que segue, agora, para exibição de todos os curtas

14372296_305197956517556_8672338591933535723_oNo ultimo domingo, dia 18, o terreiro Hunkpame Savalu Vodun Zo Kwe, o único da nação Jêje Savalu na diáspora africana, localizado no bairro do Curuzu, recebeu a Òrun Àiyé: Oficina de Animação em Stop Motion com as cineastas Jamile Coelho e Cintia Maria. Os jovens e crianças puderam ter um contato próximo com a técnica que compreende em mesclar uma série de fotografias que dão origem a um curta.

Para o presidente da Associação Brasileira de Preservação da Cultura Afro-Ameríndia (AFA), Leonel Monteiro as oficinas proporcionam “um momento único na vida dos participantes”. “Acaba sendo um caminho para uma possível profissão na área de produção cinematográfica. Algo que parecia estar tão distante e que agora está palpável graças a este trabalho. É muito importante, também, para alavancar nas crianças e jovens habilidades cognitivas que vão contribuir para o desenvolvimento de todos eles”, explicou.

A jovem Camila Caracol, para participar da oficina, entrou pela primeira vez em um terreiro. Ela conta que a oportunidade serviu como uma forma de desmistificar ideais que rondam a sociedade. “Eu, que não faço parte da religião, fui super bem recebida e a oficina fluiu super bem. Além disso, ver o resultado é muito bacana. A principio é inimaginável porque você vê o desenho parado e depois reparar o processo, o trabalho em conjunto.. é muito legal”, afirmou.

O próximo passo é a exibição dos curtas desenvolvidos pelos participantes ao longo das oficinas. A ação será realizada no sábado, dia 24, às 19h, na sala Walter da Silveira, nos Barris. Os ingressos custam R$10 e R$5 reias. A iniciativa faz parte da programação do Núcleo Baiano de Animação em Stop Motion (NUBAS) através do edital Arte em Toda Parte III Edição.

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Jovens aprendem animação em stop motion no Terreiro Ilê Axé Omo Omin Tundê

A última oficina desta etapa do projeto acontece no próximo sábado, dia 18

stop_motion_nubas_tundeO cuidado e dedicação de Oxum se refletem nas filhas de santo do Terreiro Ilê Axé Omo Omin Tundê, regido pela orixá e localizado no bairro de Plataforma/Parque São Bartolomeu. As jovens aprenderam no último sábado, dia 10, durante a Òrun Àiyé: Oficina de Animação em Stop Motion, ministrada pelas cineastas Jamile Coelho e Cintia Maria, a fazer animação através da técnica de recorte, que utiliza papel para compor o curta.

Maiara Almeida, participante da oficina, definiu a experiência de contar uma história através da animação como um “universo fabuloso”. “Foi uma experiência muito boa. Primeiro pelo caráter da oficina ser de stop motion para aprendermos sobre cinema e audiovisual. Além disso, participar dessa oficina dentro do terreiro, que é um local que tenho proximidade desde a infância e que respeito muito, e ter brincado de fazer animação com filhas de santo foi um processo muito bacana, até mesmo por sair da ótica da sala de aula, fugir do convencional, fazendo com que possamos aprender de um jeito bem gostoso”, relatou.

Desta vez, a oficina contou com uma dinâmica em que as participantes escolheram o melhor curta. A vencedora foi à produção que mostrava Luiz Gonzaga dançando e tocando sua tradicional sanfona, suas diretoras receberam uma caneca personalizada do filme “Òrun Àiyé: a Criação do Mundo, exibido no fim da oficina. A iniciativa faz parte da programação do Núcleo Baiano de Animação em Stop Motion (NUBAS) através do edital Arte em Toda Parte III Edição.

assistindo_orun_ayieSegundo Jamile Coelho, perceber o envolvimento e interesse de todos que estavam presentes, inclusive que não estavam participando da oficina, é gratificante. “Tivemos a oportunidade de contar sobre o processo de animação e começaram a surgir questionamento sobre o funcionamento da técnica, o cuidado e a demora para finalização. Foi um resultado muito bacana! ”, disse.

Mostrando também a possibilidade de utilizar o celular como ferramenta para produzir animação, as cineastas foram convidadas a voltar no terreiro com uma carga horária maior para que sejam realizadas mais aulas. A última oficina dessa etapa será no próximo sábado, dia 18, no Hunkpame Savalu Vodun Zo Kwe, no bairro do Curuzu.

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Crianças criam suas próprias histórias em oficina de animação

A atividade ainda irá acontecer em dois terreiros localizados na capital baiana

As crianças do terreiro Ilê Axé Iboro Odé, em São Gonçalo do Retiro, com idades entre três e oito anos, puderam conhecer de perto no último sábado (3) o projeto Òrun Àiyé: Oficina de Animação em Stop Motion, com as cineastas Jamile Coelho e Cintia Maria.

As r14237706_298813893822629_5215100225450638345_noupas tradicionais, assim como os ojás e eketés, mostravam a importância de reafirmar a ancestralidade e resistência religiosa. Além disso, as mãos inquietas que tateavam os bonecos personagens e os outros objetos tinham apenas uma finalidade: criar. Uma das crianças produziu o filme “O monstro guloso”, que tratava de um monstro, feito com massa de modelar, que engolia carros.

Para Jamile Coelho, observar as narrativas criadas pelas crianças é muito importante. “Precisamos ressaltar a ludicidade presente nas histórias produzidas por eles que sempre caminham na busca de transformar o impossível em possível através da animação em Stop Motion.”

As próximas oficinas já tem data marcada: dia 10/09 no Ilê Axé Omo Om14232508_298813880489297_1655070720015040338_nin Tunde, localizado em Plataforma/Parque São Bartolomeu e dia 18/09, no Curuzu, no Hunkpame Savalu Vodun Zo Kwe. A iniciativa faz parte da programação do Núcleo Baiano de Animação em Stop Motion (NUBAS) através do edital Arte em Toda Parte III Edição.

De acordo com o babalorixá Dimas Santos, projetos como as oficinas são de “extrema importância, pois podem ser o despertar de um novo sonho”. “A criança tem aquilo de tudo ser novo e interessante, então quando elas têm a oportunidade desse contato, pode ser um incentivo para que elas vejam uma nova possibilidade no mundo, um novo horizonte para, quem sabe, acabar seguindo nesse caminho”, disse.

No final do dia, o babalorixá se juntou no barracão com as crianças e todos da comunidade para assistir o curta “Òrun Àiyé: a Criação do Mundo”, saboriando acará, acaçá e abará.

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Cineastas realizam oficinas gratuitas de animação em terreiros baianos

O projeto ‘Òrun Àiyé: Oficina de Animação em Stop Motion’ busca relacionar vivência, religiosidade e produção cinematográfica.

 

No mês de setembro, onde são festejados os Erês nas religiões de matrizes africanas, o Núcleo Baiano de Animação em Stop Motion, apoiado pelo Edital Arte em Toda Parte, realiza a segunda etapa do projeto Òrun Àiyé: Oficina de Animação em Stop Motion, que visa o empoderamento dos jovens de terreiro por meio da formação audiovisual, evidenciando as narrativas orais fundamentais para o Candomblé aliando-as com o poder de comunicação e de difusão linguística possível através do cinema.

Fazendo uso das novas tecnologias como ferramenta de enfrentamento do racismo e da intolerância religiosa, as cineastas Jamile Coelho e Cíntia Maria iniciam as atividades nesse sábado (03) no terreiro Ilê Axé Iboro Odé, em São Gonçalo do Retiro, segue para o Ilê Axé Omo Omin Tunde em Plataforma (10/09), encerra a etapa no Hunkpame Savalu Vodun Zo Kwe no Curuzu (18/09).

“Em um mundo tomado pela ódio, pela intolerância nós precisamos nos reconectar a nossa ancestralidade para seguir em frente. Lembro-me do Sankofa, o pássaro mitológico africano que caminha com para frente com a cabeça votada para trás, expressando a busca de sabedoria em aprender com o passado para entender o presente e moldar o futuro. A oficina Òrun Àiyé traz a novas tecnologias como ferramenta, porém é de fundamental importância alinharmos o cinema a força da tradição e da oralidade.” afirma Jamile Coelho.

Na ocasião também será exibido o filme “Òrun Àiyé: A Criação do Mundo” premiado recentemente no Festival Largo Film Awards, em Genebra, na Suíça. A atividade já foi realizada no Terreiro Manso Dandalungua Cocuazenza (Estrada Velha do Aeroporto), no Terreiro Junsun (Alto do Cabrito) e no Zoogodô Bogum Malê Rundó (Federação).  

Para Leonel Monteiro, presidente da Associação Brasileira de Preservação da Cultura Afro-Ameríndia (AFA), a realização das oficinas irá ajudar a fazer com que os jovens tenham uma visão mais ampla do ramo cinematográfico, o que ele avalia como “importante em uma sociedade que não oportuniza aos jovens momentos como esse”.

“As oficinas de stop motion irão contribuir enormemente para abrir os horizontes dos jovens, não só ligados diretamente aos terreiros de candomblé, mas a comunidade em seu entorno que frequenta esse espaço, buscando, dentre outras coisas, a oportunidade de crescimento. Além do que, uma das ferramentas utilizadas durante as aulas do projeto é o celular, algo que está na mão de toda juventude e que muitas vezes atrapalha, devido a prisão do mundo virtual. No entanto, a partir do momento que ele aprende a usar essa ferramenta para uma produção que pode vir a ser uma fonte de renda ou num caminho para o sucesso dentro de uma profissão,  é fantástico” , contou.

Ele completa explicando que os participantes, através dessa nova experiência,  podem desenvolver habilidades e potencialidades de invenção, de novas ideias e criação. “As oficinas levam em conta temas importantes como a nossa ancestralidade e identidade afro indígena brasileira, desta forma, a gente acaba reforçando o ser candomblecista e a importância da nossa religiosidade”, pontuou.

Aspecto que também é pensado pela cineasta Cintia Maria. Ela diz que o projeto surgiu como forma de agradecimento e reverência aos antepassados, e que este é um ponto que conta muito no momento da realização das oficinas.  “Depois que dirigi Òrun Àiyé, pensei em adaptar a narrativa oral ao audiovisual e, além disso, penso que o diálogo entre meios tecnológicos e espaços tradicionais é necessário.”

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03/09 – Ilê Axé Iboro Odé (São Gonçalo do Retiro)                                                                                                                         10/09 – Ilê Axé Omo Omin Tunde (Plataforma/Parque São Bartolomeu)                                                                                   18/09 – Hunkpame Savalu Vodun Zo Kwe (Curuzu)

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Terreiro Junsun recebe oficina de animação em stop motion

Construindo suas próprias histórias, as crianças se dividiam entre dirigir e animar

No último sábado,13, o Terreiro Junsun, localizado no Alto do Cabrito, recebeu a Òrun Àiyé: Oficina de Stop Motion, com as cineastas Cintia Maria e Jamile Coelho. Foram quase 30 crianças que, com os olhos atentos, aguardavam para apreender sobre a técnica que encanta pessoas de todas as idades. Esta é uma ação do Núcleo Baiano de Animação em Stop Motion através do edital Arte em Toda Parte III edição.
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Devido a animação e quantidade de crianças foi necessário dividir a atividade em duas turmas: uma seguiu acontecendo no local e a outra foi realizada no domingo, 14 de agosto, no Espaço Cultural Teatro É ao Quadrado, também no bairro do Alto do Cabrito.

Para Fábio de Santana, frequentador da casa e morador do bairro, quando existe a possibilidade de ações como a oficina acontecerem no terreiro, é de uma “importância significativa”, já que é, também, uma oportunidade dos jovens se auto reconhecerem nos personagens.

“Ainda há uma imagem negativa, principalmente aqui na comunidade por que outras religiões acabam demonizando as de matrizes africanas. Quando uma oficina dessa vem para um terreiro, quebra com paradigmas e estereótipos, mostrando que o terreiro é um espaço religioso, mas também de atividades culturais e está aberto para a comunidade. Isso tem uma importância primordial para os jovens que podem dialogar com essas tecnologias, ver como são feitas as animações e se sentirem representados através de exibições como a do curta “Òrun Àiyé: a Criação do Mundo” percebendo, também, as possibilidades que o cinema tem”, contou.

Oficina - Terreiro JunsunAs crianças foram divididas em duplas que se revezavam entre dirigir e animar para que pudessem ter contato com ambas as áreas. O pequeno Bruno Vasconcelos, de 11 anos, contou que quer se ator e espera poder, um dia, fazer filmes iguais aos que as cineastas mostraram durante a realização.  “Foi muito legal, eu pude aprender muito e espero que continue assim, que eu ainda faça muitos filmes. Sei que ainda falta muito para chegar lá na frente, mas só de ter começado hoje eu já adorei”, disse.

Já Vagner Jesus, 16 anos, youtuber e morador da comunidade, relatou que através de atividades como a oficina, é possível aprender sobre realidades que muitas vezes parecem distantes quando vistas pela TV. “Nessas atividades nós acabamos aprendendo coisas novas, chegam pra gente coisas diferentes que vemos na televisão e nos perguntamos como são feitos e se um dia conseguiríamos fazer igual. Por isso todos ficam encantados, já que não imaginávamos que fosse realizado daquela forma. Eu, que sou youtuber, estou com várias ideias do que posso levar para o meu canal, fazer uma animação e algo que ficaria diferente. Vou aproveitar muito tudo que aprendi aqui”, afirmou.

Segundo Cintia Maria, compartilhar sua vivência e conhecimento com os jovens é uma “sensação maravilhosa”.  “Agradeço a toda comunidade do terreiro que nos ajudaram no desenvolvimento da oficina e que nos receberam aqui. É uma sensação incrível perceber o quanto eles gostaram e como as inspiramos”.